Em 18 de Julho de 2002, segundo os dados do Registro.Br, registrei o domínio OBlog com o intuito de transformá-lo em um portal de blogs onde os blogueiros se sentissem livres para escreverem sem as censuras e limites impostos pelos provedores gratuitos e, quem sabe no futuro, conseguissem ganhar algum dinheiro com o que produzissem. Na época, os blogs eram considerados espaços pessoais onde registrávamos cronologicamente idéias, pensamentos e nossas criações. E era tudo tão natural que o fazíamos sem grandes ambições. Era uma época boa, sabe? Linkavamos quem a gente gostava, marcávamos encontros só pra jogar conversa fora, fazíamos piadas quando algum blogueiro era chamado de blogueiro famoso, não havia preocupação com indexações em sites de busca e nem discussões sobre posts pagos. Aliás, costumávamos ficar bastante contentes quando algum blog que líamos conseguia se destacar a ponto de publicar um livro, ir para um portal, virar notícia…
Sei que essa pode ter sido apenas uma impressão pessoal e ingênua, mas tenho ela registrada em boas lembranças como as tentativas incansáveis de montar portais como o antigo Clube da Lulu, o Dolls e o próprio OBlog. A publicação dos livros Depois que Acabou da Daniela Abade (autora do histórico Mundo Perfeito), Balde de Gelo da Daniela Macedo (autora do atual Enzimas Virtuais) e do Marco Aurélio (Jesus, me Chicoteia!), Blog de Papel (escrito por pessoas que muito contribuíram para os alicerces da blogosfera brasileira) e Malvados (do nosso querido André Dahmer e que é, pra mim, um dos maiores presentes que a internet nos trouxe) publicados pela minha editora e que até hoje me causam muito orgulho. As festas, os lançamentos dos livros e os encontros formais e informais… Sempre minhas melhores lembranças, sou um assumido arroz de festa, eu sei.
Hoje, depois de tantas voltas e reviravoltas, sabemos o poder da mídia que temos, a importância da palavra dentro da internet, a força das ações que correm através de links entre um blog e outro.
Pensando nisso, antes com a Editora Gênese e agora também através da Taturana, me sinto mais forte para dar início a idéias que antes eram só idéias, fontes de inspiração em rodas de bate-papo, o ideal de futuro que eu não sabia direito quando chegaria, mas já era planejado.
Essa semana, depois de alguns meses trabalhando com velhos e novos amigos e retomando uma sociedade com um ser querido que existe na minha vida desde os tempos de videotexto e BBS, chegamos a conclusão de que a Taturana Digital merecia um blog e não somente um site pomposo de empresa. No começo, eu fui meio resistente ao blog-empresa porque não consigo escrever de forma impessoal. Mas quem disse que empresas devem ter uma voz impessoal, não é mesmo?
Foi então que percebi que a Taturana Digital começa agora, começa diferente, começa sendo nome próprio antes de ser CNPJ. Porque somos mais do que uma empresa desses tempos de internet. Somos pessoas que trabalharemos para lapidar, multiplicar e dividir, sem esquecer da essência e das pessoas que nos trazem até aqui.
por Alê Félix




Alê, também me lembro bem desse tempo, parecia uma bolha prestes a estourar, cheia de novidades. Legal saber que esse não era só um pensamento meu.
Parabéns pela nova empresa, que tenha muito sucesso!
Obs: Coloque eu e Marcelo na lista da festa, vou fazer o possível pra ir!
Bjinhos
Comentário por Juju Guarany |
Hei! Te achei!
Legal o espaço, vou acompanhar. Bj!
Comentário por Adailton Severino |